Labirintos no século XXI
2007-12-11
 
                                LABIRINTOS NO SÉCULO XXI
 
Segundo Saward, estudioso inglês considerado uma das autoridades no tema “labirintos” , atualmente há um renascimento do labirinto como uma ferramenta espiritual. Em diversas partes do mundo, comunidades, igrejas, escolas, parques, clubes, spas, retiros espirituais e até prisões trabalham o tema labirinto como recreação e como um recurso anti-stress para a realidade atribulada dos grandes centros.
 
Hospitais desenvolvem experiências com labirintos como ferramenta de apoio ao tratamento de doenças como o câncer. O ato de caminhar dentro do labirinto, segundo informação da sociedade de enfermagem para oncologia, nos desperta para a contemplação, reflexão e transformação.
Meditar nos caminhos antigos da espiritualidade ajuda a promover relaxamento, cura espiritual e pessoal, restabelece o corpo e a alma, além de trazer de volta a serenidade perdida nos meandros da vida moderna.
Caminhar por um labirinto é uma forma de “psiconeuroimunologia” e pode ser um componente de abordagem integrada no cuidado com os pacientes.
Os labirintos estão ressurgindo com grande interesse também para arqueólogos e historiadores que estão pesquisando e publicando informações sobre a sua origem, usos e modo de construção.
O desenho dos labirintos aparece gravado em rochas e moedas, tecido em cestos, pintado em cavernas, em potes e placas de cerâmica, composto por mosaicos, marcado com pedras diretamente na terra, impresso em manuscritos, como símbolo de proteção, ou referência mitológica.
As pesquisas registram a presença de labirintos possívelmente desde o século XVIII a.C, na inglaterra, e posteriormente na Grécia e Síria.
Na Europa medieval o labirinto surge como símbolo cristão, gravado em pisos de igrejas, como o caminho de salvação. O mais conhecido seria o de 11 voltas da Catedral de Chartres, no século XIII, embora existam labirintos também em Amiens, Lucca, Rheims, St Omer, St. Quentin e muitas outras catedrais. Alguns padres indicavam aos fiéis o percurso no labirinto, de joelhos, como penitência.
Mais tarde, nos jardins, surge o labirinto como a busca do prazer e o fascínio dos encantos do amor.
Podemos perceber que de maneira alguma o labirinto deixou de exercer o antigo fascínio que ao longo de 5 mil anos encanta a humanidade
 
Fonte: Artigo publicado em   NOV/2005                                                                                                                                                                                                             
Sílvia M.R. Valentini 


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